segunda-feira, junho 12, 2006

POR UM DEBATE CLARO E TRANSPARENTE (III)

Notas sobre o futuro Forum Cultural Europa em Campo de Ourique

(...continuação...)

(…) Acreditamos que a actual liderança autárquica partilha deste sentimento, tornando-se assim um pouco difícil de entender a intempestiva reacção do vereador José Amaral Lopes. Este responsável do executivo camarário considera que estamos “numa fase muito preliminar da discussão”. Ora, o estudo que nos foi presente e o programa que lhe serve de suporte nada têm de preliminar, já que mostram uma intenção clara por parte da Câmara de instalar no novo equipamento, não serviços destinados a responder às necessidades culturais da população do Bairro, como propôs o SOS Cinema Europa, mas espaços destinados a suprir carências de instituições e serviços camarários, frustrando assim as legítimas expectativas criadas em torno da decisão de avançar com este novo espaço cultural. (…)

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POR UM DEBATE CLARO E TRANSPARENTE (II)

Notas sobre o futuro Forum Cultural Europa em Campo de Ourique

(...continuação...)

De facto, o movimento SOS Cinema Europa divulgou publicamente o parecer enviado ao vereador da Cultura da CML (com conhecimento aos restantes vereadores e todas as forças políticas representadas na CML, bem como aos executivos das juntas de freguesia de Santo Condestável e Santa Isabel) sobre um primeiro projecto para o futuro espaço cultural e o programa que lhe serviu de base, elaborado pelos serviços culturais da Câmara. Desde o início desta movimentação cívica que temos tido o cuidado de publicitar as nossas acções. Para nós é imprescindível que este debate seja claro e transparente, com permanente informação aos cidadãos, para evitar a repetição de episódios lamentáveis que, nos últimos anos, marcaram a relação da autarquia com a questão do cinema Europa e que, como se sabe, em nada beneficiaram o bairro de Campo de Ourique e a cidade de Lisboa.

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POR UM DEBATE CLARO E TRANSPARENTE

Notas sobre o futuro Forum Cultural Europa em Campo de Ourique

Ao jornal Público, com conhecimento ao Vereador da Cultura da CMLisboa

Em declarações ao jornal PÚBLICO (11.06.2006), o vereador da Cultura da CML, José Amaral Lopes, mostra-se “agastado” pelo facto do movimento cívico SOS Cinema Europa “ter tornado pública a sua posição” quanto às valências concretas do futuro espaço cultural, prometido para o edifício que será construído no lugar do actual cinema Europa, “numa fase que considera muito preliminar da discussão”. De acordo com a notícia do PÚBLICO, o vereador Amaral Lopes falou em “maquinação, demagogia, populismo e politiquice” para classificar a atitude dos activistas, que acusa de “produzirem comunicados sobre coisas que não existem”. A mesma notícia indica que o vereador da Cultura da CML acrescentou que “as coisas não se discutem com microfones”, considerando que “a atitude do movimento SOS Cinema Europa revela falta de seriedade”.

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ONTEM, NO JORNAL 'PÚBLICO'

Necessidades culturais de Campo de Ourique escamoteadas, diz grupo cívico
Ana Henriques

Movimento SOS Cinema Europa quer que Câmara de Lisboa reformule estudo para centro cultural, vereador recusa autoria do documento e fala em maquinação e populismo por parte dos activistas



(a nossa posição já a seguir)


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PARECER (X)

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• No espaço assim afecto à biblioteca deverão ser criados um espaço de recepção/ atendimento acessível a partir do átrio comum com o auditório, uma secção infantil e uma secção de adultos, e a nível do piso -1 uma sala polivalente com dimensão semelhante ao actual pequeno auditório que, para além de projecções colectivas, possa servir para as actividades acima descritas;
• Para esta reorganização funcional dos espaços ser possível torna-se necessário reduzir algumas das áreas afectas ao teatro no piso -1, como as dos camarins/ vestiários e de guarda-roupa/ armazém, redução que se considera possível sem afectar o funcionamento adequado de tais espaços;
• A escada e elevador de acesso a este piso deverão ser mudados para uma área mais interior, de modo a libertar totalmente a área mais próxima da fachada, susceptível de ser iluminada naturalmente, para o pólo de biblioteca, mas mantendo-se o acesso ao estacionamento no piso -2 e as duas áreas de depósito aí previstas;
• Dentro da secção de adultos poderão haver alguns leitores de CD e de vídeo/DVD especialmente vocacionados para a escuta e visionamento dos fundos existentes na Videoteca e Fonoteca Municipais.



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PARECER (IX)

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É pois entendimento do Movimento SOS Cinema Europa que o presente estudo deve ser revisto no sentido de contemplar as valências acima apontadas, nomeadamente através das seguintes alterações:

• Diminuição da dimensão longitudinal do actual auditório ao nível da plateia e eventualmente também a nível do palco, no sentido de permitir a criação de um átrio/ foyer com um pequeno bar de apoio entre a cabine de projecção e a coluna de acesso aos andares, libertando assim de tal função toda a área à esquerda da entrada;
• Instalação de uma biblioteca em toda a área que vai desde a entrada até à segunda coluna de acesso aos andares, não só no piso 0 (rés-do-chão) como na parte do piso -1 (1.ª cave) actualmente ocupada com a “sala de formação/estúdio de filmagem” e com a “régie/estúdio de som”;
• A nível do piso 0 toda este espaço deve ser envidraçado de modo a permitir uma forte relação visual interior/exterior e uma boa iluminação natural, a qual pode prolongar-se também para o piso -1 através de um vazio contínuo a criar no pavimento do piso 0;

(...continua...)


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PARECER (VIII)

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4. Ao insistir na criação de uma biblioteca no novo equipamento cultural, o “SOS Cinema Europa” tem consciência da necessidade de combater, também a nível local, os baixos índices de leitura que a população do nosso país continua a revelar, dentro dos objectivos mais gerais fixados pelo Plano de Nacional de Leitura que o Governo acaba de lançar, culminando os esforços feitos nos últimos 20 anos com a criação da Rede Nacional de Bibliotecas Municipais, que cobre já cerca de 150 concelhos, e mais recentemente com a criação da rede de bibliotecas escolares, que cobre já cerca de 3000 escolas em todo o país.

(...continua...)


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