sábado, fevereiro 06, 2010
As fitas do Cinema Europa (ARQUITECTURA)
hoje na Notícias Sábado', artigo sobre a sala de espectáculos "prepara-se agora para ser quase totalmente demolido, dando lugar a um condomínio de luxo e centro cultural no piso térreo, num bairro que prima pela qualidade do espaço público e abertura de cidadania."
terça-feira, fevereiro 02, 2010
Fotografias de outros tempos
Nos inícios deste blog, há 5 anos, aproveitámos fotografias do cinema que andavam pela net, e agora o Nelson Gomes aparece para lhe podermos agradecer as fotos de 2002.



Também já em tempos demos conta do acervo da Gulbenkian com fotografias ainda mais antigas.







Se alguém nos quiser ajudar com fotografias do espaço ou de pessoas mascaradas nas antigas festinhas do Europa, aproveitem o mail e enviem-nos.
Obrigado.



Também já em tempos demos conta do acervo da Gulbenkian com fotografias ainda mais antigas.







Se alguém nos quiser ajudar com fotografias do espaço ou de pessoas mascaradas nas antigas festinhas do Europa, aproveitem o mail e enviem-nos.
Obrigado.
domingo, janeiro 24, 2010
sábado, janeiro 23, 2010
Hoje, por estes dias, pelo bairro





Esta segunda-feira foram divulgados os projectos aprovados no Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Lisboa: o Projecto Centro Cultural de Base Local, a localizar no edifício que irá ser construído no local do antigo Cinema Europa, ficou em segundo lugar entre os 12 projectos aprovados e 200 apresentados, tendo sido atribuída uma verba de 690 mil euros para a sua concretização. Esta no entanto só será possível depois de a Câmara adquirir o espaço já reservado no edifício, o que se espera aconteça em breve.
Obrigado a todas e a todos pelo vosso empenho e participação!
Contamos convosco para continuar a trabalhar e tornar este projecto realidade!
Hoje, agência Lusa
Lisboa: Futuro do cinema Europa e espaço cultural em Campo de Ourique nas mãos da autarquia
Lisboa, 23 Jan (Lusa) - O Cinema Europa, da década de 1930, previsto para ser demolido há vários anos, aguarda a compra da Câmara Municipal de Lisboa (CML) de parte do edifício, depois do "primeiro passo" que foi a garantia financeira em Orçamento Participativo.
Na descrição do projecto, é estabelecida a "criação de um equipamento cultural no piso zero do Europa, respondendo a uma carência desta zona da cidade", comprometendo-se a autarquia da capital a adquirir parte do edifício.
Dos 4 935 000 euros atribuídos a 12 projectos no Orçamento Participativo de 2010, 690 mil euros foram destacados à iniciativa referente ao Cinema Europa, quantia a distribuir por "diversos projectos" e "obra e equipamento do novo espaço cultural".
O presidente da Junta de Freguesia do Santo Condestável, Pedro Cegonho, define como "natural" algum "saudodismo" dos habitantes de Campo de Ourique pela demolição do equipamento, prevista há "vários anos" para a construção de apartamentos.
"Do que é público, não houve da parte do Ministério da Cultura, nem da parte dos departamentos municipais ligados à cultura nenhuma declaração de interesse público, e sendo um edifício privado há direitos adquiridos", salientou à agência Lusa o presidente da Junta local.
O desfecho recente do Orçamento Participativo foi para o autarca um "primeiro passo muito importante" para a criação de um espaço "voltado para a população" local, "cabendo agora à Câmara lidar com os proprietários" para a aquisição do piso zero do equipamento.
António Almeida, co-proprietário do Cinema Europa e presidente da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), disse à Lusa que os proprietários estiveram sempre disponíveis para conversar com a autarquia sobre a venda ou permuta.
"O projecto foi aprovado nos tempos de Santana Lopes e Carmona Rodrigues e durante muito anos o movimento SOS Cinema Europa apelou para que o edifício não fosse deitado abaixo, mas a Câmara não tinha dinheiro e acabou por propôr ficar com o rés-do-chão", contou.
"Nós dissemos que sim e andámos meses a discutir questões como degraus. Já foi o actual executivo a deitar mãos ao projecto, a dar celeridade ao projecto. Portanto, já estava em cima da mesa, a única diferença é que a outra Câmara não tinha o projecto aprovado, licenças, etc", acrescentou.
António Almeida referiu que a empresa já fez uma proposta de venda ao município, mas escusou-se a adiantar a verba, adiantando, no entanto, que "não é muito diferente do valor [discutido] do tempo de Santana Lopes".
O SOS Cinema Europa, parte activa de há vários anos para cá no apelo à construção de um equipamento cultural no edifício, refere que a proposta aprovada no Orçamento Participativo "vem legitimar e robustecer o projecto" do movimento.
"A verba aprovada apenas contempla as obras necessárias à instalação e equipamento do futuro espaço, cuja âncora deverá ser uma mediateca", referem, assumindo todavia que "apesar das incertezas", não se contentarão "com a promessa de um centro cultural".
O designer Henrique Cayatte, que reside em Campo de Ourique há 25 anos, integra o movimento cívico e destacou à Lusa a atenção dada pela Câmara de Lisboa e a respectiva aprovação do projecto em Orçamento Participativo, prova de que "a sociedade civil está a funcionar".
Para o designer, a questão essencial é garantir uma "programação e ocupação" que não seja um "contrasenso" perante todo o "esforço" de cidadãos, movimentos e autarcas.
Lisboa, 23 Jan (Lusa) - O Cinema Europa, da década de 1930, previsto para ser demolido há vários anos, aguarda a compra da Câmara Municipal de Lisboa (CML) de parte do edifício, depois do "primeiro passo" que foi a garantia financeira em Orçamento Participativo.
Na descrição do projecto, é estabelecida a "criação de um equipamento cultural no piso zero do Europa, respondendo a uma carência desta zona da cidade", comprometendo-se a autarquia da capital a adquirir parte do edifício.
Dos 4 935 000 euros atribuídos a 12 projectos no Orçamento Participativo de 2010, 690 mil euros foram destacados à iniciativa referente ao Cinema Europa, quantia a distribuir por "diversos projectos" e "obra e equipamento do novo espaço cultural".
O presidente da Junta de Freguesia do Santo Condestável, Pedro Cegonho, define como "natural" algum "saudodismo" dos habitantes de Campo de Ourique pela demolição do equipamento, prevista há "vários anos" para a construção de apartamentos.
"Do que é público, não houve da parte do Ministério da Cultura, nem da parte dos departamentos municipais ligados à cultura nenhuma declaração de interesse público, e sendo um edifício privado há direitos adquiridos", salientou à agência Lusa o presidente da Junta local.
O desfecho recente do Orçamento Participativo foi para o autarca um "primeiro passo muito importante" para a criação de um espaço "voltado para a população" local, "cabendo agora à Câmara lidar com os proprietários" para a aquisição do piso zero do equipamento.
António Almeida, co-proprietário do Cinema Europa e presidente da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), disse à Lusa que os proprietários estiveram sempre disponíveis para conversar com a autarquia sobre a venda ou permuta.
"O projecto foi aprovado nos tempos de Santana Lopes e Carmona Rodrigues e durante muito anos o movimento SOS Cinema Europa apelou para que o edifício não fosse deitado abaixo, mas a Câmara não tinha dinheiro e acabou por propôr ficar com o rés-do-chão", contou.
"Nós dissemos que sim e andámos meses a discutir questões como degraus. Já foi o actual executivo a deitar mãos ao projecto, a dar celeridade ao projecto. Portanto, já estava em cima da mesa, a única diferença é que a outra Câmara não tinha o projecto aprovado, licenças, etc", acrescentou.
António Almeida referiu que a empresa já fez uma proposta de venda ao município, mas escusou-se a adiantar a verba, adiantando, no entanto, que "não é muito diferente do valor [discutido] do tempo de Santana Lopes".
O SOS Cinema Europa, parte activa de há vários anos para cá no apelo à construção de um equipamento cultural no edifício, refere que a proposta aprovada no Orçamento Participativo "vem legitimar e robustecer o projecto" do movimento.
"A verba aprovada apenas contempla as obras necessárias à instalação e equipamento do futuro espaço, cuja âncora deverá ser uma mediateca", referem, assumindo todavia que "apesar das incertezas", não se contentarão "com a promessa de um centro cultural".
O designer Henrique Cayatte, que reside em Campo de Ourique há 25 anos, integra o movimento cívico e destacou à Lusa a atenção dada pela Câmara de Lisboa e a respectiva aprovação do projecto em Orçamento Participativo, prova de que "a sociedade civil está a funcionar".
Para o designer, a questão essencial é garantir uma "programação e ocupação" que não seja um "contrasenso" perante todo o "esforço" de cidadãos, movimentos e autarcas.
sexta-feira, janeiro 22, 2010
A propósito
… da notícia de hoje no Público e de perguntas que nos fazem:
1 – O actual edifício vai ser demolido, dando lugar a um condomínio habitacional. Em tempos, um dos proprietários referiu ao movimento SOS que seria preservado, e destacado no futuro edifício, o “painel” da “Europa”;
2 – A Câmara Municipal já terá emitido a licença de construção;
3 – O encerramento das 2 lojas em funcionamento no R/C do edifício já foi negociada, estando uma já encerrada e a outra encerrará a 31 de Janeiro. Perspectivamos, assim, que as obras de demolição se iniciarão em breve;
4 – No novo edifício, privado, encontra-se reservado – para a Câmara de Lisboa e por um período de 2 anos – o rés-do-chão (cerca de 1000 m2), para aí instalar um “espaço cultural”;
5 – Até ao fim desses dois anos, a Câmara terá de tomar uma decisão definitiva sobre a aquisição do espaço. Há dúvidas sobre o início da contagem dos dois anos: se a partir do início das obras, se a partir da conclusão do edifício. Estamos em crer que será a primeira situação...;
6 – Entendemos que a votação e selecção da proposta apresentada ao OP pelo SOS Cinema Europa, vem legitimar e robustecer o projecto do movimento. A verba aprovada apenas contempla as obras necessárias à instalação e equipamento do futuro espaço, cuja âncora deverá ser uma mediateca.
E não, apesar das incertezas, não nos contentamos com a promessa dum centro cultural nem diminuiremos a atenção.
1 – O actual edifício vai ser demolido, dando lugar a um condomínio habitacional. Em tempos, um dos proprietários referiu ao movimento SOS que seria preservado, e destacado no futuro edifício, o “painel” da “Europa”;
2 – A Câmara Municipal já terá emitido a licença de construção;
3 – O encerramento das 2 lojas em funcionamento no R/C do edifício já foi negociada, estando uma já encerrada e a outra encerrará a 31 de Janeiro. Perspectivamos, assim, que as obras de demolição se iniciarão em breve;
4 – No novo edifício, privado, encontra-se reservado – para a Câmara de Lisboa e por um período de 2 anos – o rés-do-chão (cerca de 1000 m2), para aí instalar um “espaço cultural”;
5 – Até ao fim desses dois anos, a Câmara terá de tomar uma decisão definitiva sobre a aquisição do espaço. Há dúvidas sobre o início da contagem dos dois anos: se a partir do início das obras, se a partir da conclusão do edifício. Estamos em crer que será a primeira situação...;
6 – Entendemos que a votação e selecção da proposta apresentada ao OP pelo SOS Cinema Europa, vem legitimar e robustecer o projecto do movimento. A verba aprovada apenas contempla as obras necessárias à instalação e equipamento do futuro espaço, cuja âncora deverá ser uma mediateca.
E não, apesar das incertezas, não nos contentamos com a promessa dum centro cultural nem diminuiremos a atenção.
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